olha, acho que…

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então é natal…

eu cresci esse ano mais do que cresci em toda a minha vida. eu acho que esse ano foi a minha transição de adolescente revoltada para adulta.
eu senti o gosto da derrota, senti o gosto da vingança. senti vergonha por não ter um emprego e senti vergonha por não lavar a louça todo dia. senti medo, nervosismo incontrolável. comecei terapia, onde aprendi que se levar a sério demais te custa o estômago, a sanidade e mais algumas coisas. chorei mais que os três últimos anos juntos. aprendi que chorar faz bem, realmente.
tive certeza, não pela primeira vez, mas com a maior intensidade do meu futuro. veja bem, não sucesso; futuro. um pouco menos certa (e menos estômago e sanidade) da minha vaga na federal, sigo esperançosa: mais 25 dias de angústia.
antes do resultado minha futilidade falará mais alto. e depois do resultado, um marco musical, que será relatado num capítulo especial na minha post-mortem biografia. coisas que podem dar errado puxam mais coisas que também podem dar errado. SO FUCKIN’ WHAT?.
Medo. esse medo que me faz perder o sono e re-analisar tudo o que pode dar errado nos meus planos. coisas que não tenho controle. quem dera. é uma quantidade absurda de ’se’s que a acidez do meu estômago é absurda. não que a coca cola zero ajude.

parei com o blog por um século tempo porque achei que não era digna de ter um blog. acho que não escrevo bem, e sabe, talvez nem escreva. mas eu gosto do que eu leio 3 meses depois de escrito. é denovo a vergonha do que se passa na minha cabeça. cobrança danada. talvez pare de escrever e daqui há alguns meses, quando meu aniversário chegar e todos esses ’se’s na minha cabeça se tornarem fatos (ou não), eu volte a gostar do que escrevo. neste momento acho tudo confuso e me arrependerei de postar / reativar o blog. continuo a escrever porque preciso aprender a lidar melhor com a vergonha e o arrependimento.

d-.-b – Enter Sandman – Metallica.

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cachorro com auto-piedade é uma desgraça.

ok, acordei tarde hoje. mamis que me contou.
moro em casa, e tenho 9 dogs. no terreno dos fundos tem um triângulo de terra que os bichos usam pra fazer buraco e outras necessidades.
pois tem um desses buracos que quase atravessa o muro, bem fundo. e sobre ele, umas tábuas, pra cobrir. não é que meu rottweiler lindo de 50 kg tá com gravidez psicológica e se enterra lá sem conseguir sair? hahaha, aqui em casa só rindo mesmo. foi mamis tirar as tábuas pro cachorro conseguir sair. e eu perdi a cena! haha.
ainda tô tentando entender como ela foi fazer isso.

d-.-b Karma – Older (*___*)

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cachorros ≠ dinheiro (?)

quarta feira, 07:00, apressada, atrasada pra escola e transbordando livros. tem uma praça perto de onde eu estudo, e nessa praça tem uma feira de páscoa. tava passando e vi um cachorro grávido (?) e fiz um movimento involuntário na direção da bolsa. depois, eu lembrei que não ia adiantar dar dinheiro pro cachorro, afinal, ele não ia comer isso. nem ir até o mercado com as duas pernas de trás e comprar ração (aliás, isso me rendeu imagens engraçadas…), não é mesmo? sabe-se lá porque (haha) eu lembrei daquela carta do Chefe Sioux ao Presidente norte-americano estadunidense “Quando a última árvore for cortada, quando o último rio for poluído, quando o último peixe for pescado, Aí sim eles verão que dinheiro não se come”. fiquei triste porque queria ajudar o cachorro ao mesmo tempo que ri da ironia da situação e continuei nos meus devaneios sobre o capitalismo e a evolução da humanidade até ser acordada por uma aula incrivelmente chata de química.

tudo pra dizer que eu preciso começar a levar ração na bolsa.

d-.-b R.A.M.O.N.Es – Motörhead
ps. 3 dias *_*

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nunca viu?

Tava voltando pra casa. Eu, minha camiseta surrada do Megadeth e minha bolsa de vinil. Calor do caralho. Esqueci o livro em casa, então não pude fazer como sempre: abrir o livro e me esquecer da mediocridade humana. Catei o expresso e fiquei olhando. Mas porra, o que essa gente tá olhando pra mim? Até pensei que tinha algo errado comigo, sabecomo? Até que uma moça que tava me encarando faz um sinal de reprovação com a cabeça. Foi aí que eu descobri que era minha roupa e meu cabelo. Gente, qualquié o pobrema? Nunca viu éh? Teve uma que olhou tanto que ganhou careta. Juro que não tinha nada de errado, que inferno.

Mas isso foi até chegar no terminal (btw, eu cruzando a galeria do terminal me veio uma histórinha curta na cabeça, qualquer dia escrevo), comprar o jornal e voltar a ser alheia às pessoas ao meu redor.

Homo sapiens sapiens são a espécie mais medíocre do planeta.

d-.-b Use The Man – Megadeth

ps. expressei minha revolta denovo. preciso parar de ser revoltada.

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escrevi e sumi.

olha, eu tinha um blog. esqueci total. eu avisei. isso sempre acontece. mas não mais, e chega de sentenças curtas.

vim aqui pra expressar a minha revolta de que nada mais presta nessa bosta. a Veja é um cu, o taxi demora, o ônibus demora mais ainda, o celular não manda SMS, refrigerante dá celulite, o Kiss não vem pra CWB, só tinha otaku de merda no matsuri, o sushi tava caro, o lugar era fechado, tinha que pagar pra usufruir daquele lugar que tava mais pra ovo do que pra espaço de eventos, era longe pra cacete, o taxi foi caro, os vídeos engraçados do redtube sumiram, tá um calor dos infernos e aula no domingo é tortura.

tudo porque o hana matsuri foi ruim.

d-.-b Leper Messiah – Metallica

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hã, quê? tá filmando?

lá tava eu. “posha, quero um blog, e tal!”. mas aí? coomfas? precisa de nome. e… e… qual tal… não, não, não dá. e… não! não é isso, hahaha. mas olha, asho -q. asho -q nada. é ‘acho que’. é isso! achoque.wordpress.com. MARA! mara? anyway…

mas ah, já fiz isso antes. sempre me arrependo dessas coisas de introdução, sempre. coisa de A.A. mas a real que é não sei fazer isso. não sei fazer jus ao que sou no primeiro post. é pouco pra avaliar alguém. mas quem disse que eu quero ser avaliada? que confusão! deisha pra lá…

d-.-b Stone Cold Dead – Dr. Sin

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