eu cresci esse ano mais do que cresci em toda a minha vida. eu acho que esse ano foi a minha transição de adolescente revoltada para adulta.
eu senti o gosto da derrota, senti o gosto da vingança. senti vergonha por não ter um emprego e senti vergonha por não lavar a louça todo dia. senti medo, nervosismo incontrolável. comecei terapia, onde aprendi que se levar a sério demais te custa o estômago, a sanidade e mais algumas coisas. chorei mais que os três últimos anos juntos. aprendi que chorar faz bem, realmente.
tive certeza, não pela primeira vez, mas com a maior intensidade do meu futuro. veja bem, não sucesso; futuro. um pouco menos certa (e menos estômago e sanidade) da minha vaga na federal, sigo esperançosa: mais 25 dias de angústia.
antes do resultado minha futilidade falará mais alto. e depois do resultado, um marco musical, que será relatado num capítulo especial na minha post-mortem biografia. coisas que podem dar errado puxam mais coisas que também podem dar errado. SO FUCKIN’ WHAT?.
Medo. esse medo que me faz perder o sono e re-analisar tudo o que pode dar errado nos meus planos. coisas que não tenho controle. quem dera. é uma quantidade absurda de ’se’s que a acidez do meu estômago é absurda. não que a coca cola zero ajude.
parei com o blog por um século tempo porque achei que não era digna de ter um blog. acho que não escrevo bem, e sabe, talvez nem escreva. mas eu gosto do que eu leio 3 meses depois de escrito. é denovo a vergonha do que se passa na minha cabeça. cobrança danada. talvez pare de escrever e daqui há alguns meses, quando meu aniversário chegar e todos esses ’se’s na minha cabeça se tornarem fatos (ou não), eu volte a gostar do que escrevo. neste momento acho tudo confuso e me arrependerei de postar / reativar o blog. continuo a escrever porque preciso aprender a lidar melhor com a vergonha e o arrependimento.
d-.-b – Enter Sandman – Metallica.
Arquivado como:Devaneios